Assesoria de Comunicação, 24.09.2025
Documento apresenta 15 princípios para nortear a atuação profissional e pessoal dos juízes dos países lusófonos

A União Internacional de Juízes de Língua Portuguesa (UIJLP) lançou, durante sua última Assembleia Geral Ordinária, realizada em Luanda, Angola, o Compromisso Ético da UIJLP. O documento representa um marco na promoção da integridade, da transparência e da cooperação entre os magistrados dos países de língua portuguesa.
O Compromisso Ético da UIJLP se inspirou em outras normativas, como o Compromisso Ético dos Juízes Portugueses, o Código de Ética da Magistratura Nacional do Brasil e de outros países de língua portuguesa, além de referências a documentos da ONU e da União Internacional de Magistrados.
O texto, no entanto, atualiza padrões de conduta, adaptando-os às transformações contemporâneas e traz inovações, incluindo referências ao uso das redes sociais e à utilização responsável das ferramentas de inteligência artificial no Poder Judiciário.
Segundo o presidente da UIJLP, juiz Geraldo Dutra de Andrade Neto, o compromisso nasce da necessidade de padronizar valores que unam os magistrados para além das fronteiras nacionais:
“O Compromisso Ético da UIJLP é um pacto que nasce do reconhecimento de que a magistratura exige padrões comuns que a identifiquem. Na multiplicidade das realidades dos nossos países, encontramos um idioma comum – o da ética –, o qual assegurará que a magistratura, onde quer que esteja, resista como guardiã da liberdade e do Estado Democrático de Direito.”
O documento consagra 15 princípios, que buscam orientar a atuação profissional e o comportamento pessoal do magistrado:
Para o presidente da UIJLP, o compromisso é mais do que um documento orientador:
“Não é uma mera carta de intenções, mas uma resposta concreta aos desafios contemporâneos de proteger a dignidade da toga, blindar o sistema contra coerções indevidas e reafirmar que a justiça só cumpre seu papel quando distribuída com humanismo.”
Ao consolidar esses princípios, a UIJLP reforça sua missão de integrar os Judiciários de países de língua portuguesa, promovendo confiança pública, cooperação internacional e o fortalecimento das instituições democráticas.